História

BREVE HISTÓRICO DE SUA FORMAÇÃO

A história de formação deste grupo é semelhante à de muitos outros, pois suas raízes se confundem com a vida de nossos dois educadores, Marlete e Lucas.

No início, alguns seres integravam um centro espírita em Birigui e participavam ativamente de seu grupo de jovens. Esta participação também proporcionava a oportunidade de estar nos Encontros de Mocidades Espíritas, e um de seus membros foi inclusive por algum tempo o responsável por esta movimentação em nossa região – Edenilson era o Assessor da 4ª região do estado de São Paulo, do Departamento de Mocidade da USE.

Nestes Encontros literalmente encontraram-se com os companheiros de Presidente Prudente, e após um tempo passaram a ouvir falar de uma equipe de seres desencarnados que realizava um trabalho lá. Convidados a participar de um curso que falava sobre as Fases Existenciais, começaram também a cruzar as informações que desenvolviam no então grupo de mocidade com as informações trazidas pela Equipe de Amor à Luz, e desenvolveram grupos de estudos de seus conteúdos no próprio centro espírita. Também começaram a participar dos encontros realizados em Presidente Prudente, os Encontros de Evangelização de Espíritos e Encontros de Cristianismo nas Lideranças, onde foram se deparando com outras propostas de trabalho para si e para os grupos em que se inseriam. Assim começaram a convidar os educadores Marlete e Lucas para que realizássem um estudo na casa espírita, o que ocorreu por um período. Em determinado momento, a direção da casa solicitou que os dois não fizessem mais trabalhos ali.

No 10º Encontro de Evangelização de Espíritos de Presidente Prudente, depararam-se com a fala de Kardec: O Evangelizador de Espíritos e o seu Compromisso

“…eu vi, observei, estudei os fatos com cuidado e perseverança, coordenei-os e lhes deduzi as conseqüências: eis toda a parte que nisso me toca. Em tudo isso fui um simples instrumento dos desígnios da Providência; é uma tarefa que aceitei com alegria, e da qual me esforço para dela me tornar digno. No entanto, esta tarefa é pesada, mais pesada do que ninguém pode crer; essa será a obra da minha vida até meu último dia, porque diante de um objetivo tão importante, todos os interesses materiais e pessoais se apagam, como os pontos diante do infinito” – Allan Kardec

Após este encontro, alguns integrantes de Birigui solicitaram uma conversa com o espírito Carlos, na busca de esclarecer dúvidas que surgiam em sua intimidade. Sentiam vibrar o compromisso. Necessitavam colocar em prática o que estudavam, mas se sentiam cerceados. Desenvolviam algumas atividades, mas ainda se sentindo tolhidos, sem campo de expressão. Tinham a dúvida se continuavam tentando realizar a sua proposta, se procuravam outro lugar, ou se não importava tanto o espaço físico e precisavam decidir intimamente. Percebiam a diferença entre os objetivos da casa espírita em que estavam e a proposta da Equipe de Amor à Luz. A conversa foi marcada para fevereiro de 2007.

Nesta conversa estavam os companheiros Camila, Paulo, Edenilson e Kelli. Foram estimulados a perceber que o sentimento que baseava suas dúvidas e dificuldades em prosseguir era a dependência, precisariam exercitar o processo de individualização, e conseqüente individuação, tomar suas decisões sozinhos, amadurecer, confiar que cada um chegaria a seu tempo, mas que não existe período de transição tranqüilo. Seguiram com a fala: “A direção da casa já deu seus frutos, cabe às sementes reproduzir.” (Carlos) bairro_quemil.jpgForam convidados para trabalhar com as crianças, filhos dos atendidos por um grupo de companheiros que servia sopa num bairro da periferia de Birigui. Em março de 2007 tiveram o primeiro contato com os espíritos na infância do bairro Quemil, debaixo das árvores do bairro. Simultaneamente faziam reuniões em suas próprias casas, para debater sobre o que haviam ouvido naquela conversa.

Nestas idas e vindas ao bairro Quemil, encontravam-se com o grupo que servia a sopa e outro grupo que, além de auxiliar na distribuição da sopa, queria estabelecer um novo centro espírita na cidade. Então os três grupos começaram a cogitar em comprar um terreno em conjunto, para que pudessem realizar seus objetivos paralelamente, mas num local comum. Nossos companheiros solicitaram nova conversa com o espírito Carlos, para falar sobre isso. A conversa aconteceu em junho de 2007, com os companheiros Camila, Paulo, Edenilson, Kelli e Marcelo. Este último também era integrante de outro centro espírita da cidade, mas passava por processos semelhantes de dúvidas sobre a continuidade.

Nesta segunda conversa, foram esclarecidos que estiveram num vestibular, e que agora precisariam fazer a matrícula. Precisariam perceber que o caminho era único, não poderiam trilhar dois caminhos. Como os educadores Marlete e Lucas não poderiam mais realizar trabalhos naquele centro espírita em Birigui, precisariam de um novo local que seria conseqüência da mudança de foco deste grupo nascente.

Depois da conversa, e após vários debates, tomaram a decisão de sair da casa espírita, e foram conversar com o grupo de estudos que coordenavam nela. O processo foi doloroso para todos, os sentimentos de abandono e mágoa surgiram naturalmente. “Vocês são responsáveis por aquilo que cativam”. Esta frase representa bem a vivência dolorosa da rejeição.

De agosto a outubro de 2007 estes cinco companheiros se revezaram em reuniões nas próprias casas, fortalecendo seus objetivos. Em outubro alugaram um imóvel, onde começaram a estabelecer o projeto Escola do Espírito, que foi proposto a nós pela Equipe de Amor à Luz. Outros seres, que estavam passando por processo semelhantes de sair das casas espíritas que freqüentavam, justamente por levarem as mesmas propostas de conteúdos para lá, foram se agregando aos poucos nestas reuniões.

No dia 02 de novembro de 2007 realizou-se a inauguração da Escola do Espírito Aprendizes do Amor, num momento fraterno com o espírito Joaquim. Aqui alguns trechos da conversa: “Será que estas paredes sabiam que aqui abrigariam espíritos, para que aqui eles aprendessem a transcender?” imagem_284.jpg“… e é esse o lema de toda a escola do espírito, nós não estamos reunidos para salvar os homens, salvar as crianças, os adolescentes e os velhos, mas para estimularmos os espíritos a ser aquilo que são em essência.” “Quem somos? Percebam! Já estão prontos para isso! Vocês tem dificuldade de amar; o grau de Intelectualidade lhes atormentam a alma; resistentes para ver quem são.” “Aprendam a se tornarem amantes da beleza; aprendam a serem apaixonados pela vida; aprendam a sorrir; aprendam a querer bem; aprendam a serem felizes mesmo nas adversidades; não tenham medo de amar.”Joaquim

No primeiro momento estabeleceram como principais movimentações o estudo sobre a Rejeição, o estudo das Revistas Espíritas, o Laboratório do Amor (com os espíritos na infância), e o estudo dos conteúdos do curso Educação do Espírito nas Diversas Fases Existenciais.

Em janeiro de 2008, já com a integração de mais seres, estabeleceu-se o desenvolvimento de atividades chamadas de projetos individuais. Cada ser poderia trabalhar seu projeto ou estudo, mas não necessitariam participar de projetos de outros seres. As reuniões começaram a acontecer simultaneamente, e às vezes os seres nem se encontravam, pois poderia ser mais fácil realizar o estudo em casa do que ir à então Escola do Espírito.

O grupo solicitou nova conversa com a EAL. Desta vez, foram estimulados a perceber que estavam numa escola, e as matérias por ora eram comuns, não eram especializações, então deveriam traçar um objetivo único, e todos participariam de todas as atividades. O Projeto de Sensibilização da Vida, com o tema Serenidade, seria nossa base. Aqui um trecho da conversa:

“A escola do espírito é aquela onde aprendemos sobre o ser espiritual que somos, ou seja, é a casa espírita convertida de pólo de divulgação para laboratório de experiências, observações e conclusões sobre a vida espiritual em suas manifestações, através dos diferentes indivíduos que a freqüentam ou nela trabalham.” (Joaquim)

Daí os projetos individuais tornaram-se estudos dentro da escola do espírito Aprendizes do Amor. Isto seguiu até 2010, ano em que surgiu a proposta da Educação de Essencialidades, Projeto Tempo de Ser e os Núcleos de Aprendizagem. Durante todo este percurso, este grupo nunca pensou sobre a instituição de uma diretoria. Em parte isto desenvolveu certa autonomia, mas ao mesmo tempo puderam observar que muitas vezes as decisões demoravam por não saberem quem deveria ser responsável por cada tarefa a ser desenvolvida.

O Projeto Tempo de Ser começa a ser implantado nos núcleos, e a primeira visita de implantação no então Núcleo Aprendizes do Amor realizou-se no dia 18 de agosto de 2010, e nossos amigos da Comissão Gestora pediram que elaborássemos nossos currículos morais para apresentarmos no dia 26 de agosto. Neste dia, apresentamos nossos currículos e tivemos uma interação mediúnica com o espírito Carlos, que dentre os integrantes do núcleo fez a indicação daqueles que seriam seus coordenadores: Paula Custódio e Fábio Perobelli.

Após assumirem esta responsabilidade, começaram as reuniões para a criação de uma comissão gestora no núcleo, que foi organizada e apresentada no dia 30 de setembro de 2010. O passo seguinte foi a percepção de que o nome que possuíamos, Aprendizes do Amor, não era capaz de manifestar a totalidade dos objetivos que ainda estamos descobrindo, e então passamos a nos chamar Núcleo de Aprendizagem de Birigui. Seguimos os passos propostos pelos companheiros que confiam em nós e nos estimulam a confiar neles e em nós mesmos. Estamos em pleno desenvolvimento deste Projeto, que queremos materializar em nós e irradiar no meio.988244_595817917105758_1893431285_n.jpg

Aprendizes ainda somos, mas agora o foco de aprendizagem não é mais o Amor utópico, no qual esperávamos encontrar a felicidade humana. Hoje, torna-se para nós imprescindível aprender sobre o que é o ser que ama: EU.

Birigui, 01 de agosto de 2011.