Plano Político Pedagógico - CAPÍTULO 3

3.1 – Ambientes de Autoaprendizagem (AMA)

Estabelecido o Processo de Autoaprendizagem torna-se necessária a estruturação de Ambientes de Autoaprendizagem integrados, que possibilitem aos indivíduos o trânsito por seu percurso e, ao mesmo tempo, proporcionem a coleta de dados e informações, a construção de um corpo de conhecimentos sistematizados que, adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, são formulados metódica e racionalmente.

Ambiente Teórico (Filosófico)

Ambiente onde são desenvolvidas atividades cuja finalidade é a exposição e o diálogo que envolvem conhecimento sistemático, fundamentado em observações empíricas e/ou postulados racionais, voltado para a formulação ou descrição de leis e categorias gerais que permitam a ordenação, a classificação minuciosa dos fatos e das realidades da natureza humana.

Ambiente Laboratorial (Científico)

Ambiente onde são desenvolvidas atividades que têm por finalidade proporcionar o trabalho em grupo ou equipe e oferecer campo de experimento dos conteúdos desenvolvidos no ambiente teórico, com ênfase nas leis, sistemas e métodos que regem o desenvolvimento das propostas abstratas (ideias) e sua materialização em elementos tangíveis, bem como a investigação em si dos fatores que inibem esse processo, através do exercício de uma atribuição, elaboração e execução de projetos, atendimento de demandas e cumprimento de tarefas e outras ações no âmbito da instituição.

Ambiente Prático (Transcendente)

Ambiente onde se desenvolve atividade que tem por finalidade correlacionar e conectar os conteúdos emergentes do ambiente teórico e laboratorial (caracteres e padrões de comportamento), com a formação e constituição do indivíduo em sua integralidade (psíquico, psicológico e fisiológico).

3.2 Organização e Construção das Atividades

Descrito o Processo de Autoaprendizagem e definidos os Ambientes, a necessidade é de desenvolver ações para cada um dos ambientes, elegendo Atividades e selecionando conteúdos que contribuam para a autoaprendizagem.

Nesse sentido, dá-se prioridade a conteúdos que possam ser aplicados e direcionados ao desenvolvimento da auto-observação e do autoconhecimento, levando-se em conta sua quantidade e qualidade, pois só são considerados válidos aqueles que podem ser aplicados no desenvolvimento de uma autoaprendizagem significativa, ou seja, nenhum conteúdo será apresentado se não estiver relacionado às necessidades e vivências dos Educadores de Essencialidades e à proposta educacional.

Atividade

ATIVIDADE é o estudo organizado e continuado de um específico e determinado conteúdo. Para cada atividade é estabelecido um tempo-espaço mínimo, guardando certa autonomia com respeito às demais, porém, ao mesmo tempo, articulando-se umas às outras com vistas à integração das áreas do conhecimento.

Conteúdo

CONTEÚDO é o conjunto de informações e conhecimentos, integrados entre si, desenvolvido num ou mais períodos, e que é dividido em grandes temas, na medida em que as dimensões fisiológica, psicológica e psíquica do indivíduo e o leque de conhecimentos que as caracterizam recomendam sua divisão para um melhor aproveitamento didático. O conteúdo é então organizado em forma de Módulos que contêm as unidades de aprendizagem a serem desenvolvidas.

3.2.1 Atividades

A organização das atividades do STS é representada por atividades comuns a todos os Núcleos, caracterizadas com a seguinte natureza:

  • Atividades Institucionais
  • Atividades de Área
  • Atividades Dimensionais
  • Atividades Laboratoriais
  • Atividades Conclusivas
  • Atividades Eletivas
Atividades Institucionais (AI)

As atividades institucionais constituem-se em eixos estruturantes do Processo de Autoaprendizagem e têm por finalidade proporcionar a convergência e integração dos conteúdos comuns a serem trabalhados nos respectivos Ciclos de Autoaprendizagem.

As atividades institucionais são:

Atividades de Área (AA)

As atividades de área constituem-se em eixos de especialidade do Processo de Autoaprendizagem, sendo desenvolvidas exclusivamente em um determinado Núcleo, sendo por este estabelecida, gerida e coordenada, tendo por finalidade proporcionar a convivência entre os educadores de essencialidades e trabalhar conteúdos específicos de uma área de conhecimento.

Atividades Dimensionais (AD)

As atividades dimensionais constituem-se em eixos de aprofundamento do Processo de Autoaprendizagem, tendo por finalidade proporcionar a convivência entre os educadores de essencialidades e estudo dos conteúdos decorrentes das atividades das quais estes participam, mediante investigação, análise, debate, diálogo e aprofundamento de seus temas.

Atividades Laboratoriais (AL)

As atividades laboratoriais constituem-se em eixos de aplicação do Processo de Autoaprendizagem, tendo por finalidade a utilização de recursos e ferramentas, bem como o exercício de uma atribuição, como campo para auto-observação, pesquisa, investigação, experimentação dos conteúdos que se tornarem conhecidos, tornando visíveis ao Educador de Essencialidades possíveis fatores inibidores, bem como potenciais desconhecidos.

As atividades laboratoriais são:

Atividades Conclusivas (ACO)

As atividades conclusivas constituem-se em eixos conclusivos do Processo de Autoaprendizagem, tendo por finalidade a construção de uma Síntese Conclusiva Temporária (SCT), isto é, uma elaboração teórico-prática correspondente à organização proativa dos conteúdos que se tornaram conhecidos e a formulação de uma proposta prática sobre o tema que proporcionará ao Educador de Essencialidades desenvolver conhecimento específico sobre assunto e a colaborar na expansão do conhecimento geral.

As atividades conclusivas estão distribuídas em salas temáticas, de modo que o Educador de Essencialidades faz opção de participação, em uma das salas, orientando-se, preferencialmente, pelo recurso necessário para desenvolver e suprir sua necessidade de autoaprendizagem.

  • Padrões de Comportamento Humano (PCH)
  • Sistema de Autoimagem (SAI)
  • Prisioneiros da Infância (PI)
Atividades Eletivas (AE)

As atividades eletivas constituem-se em eixos extensivos do Processo de Autoaprendizagem. O EE elege atividade de um ou mais AMA, que venha colaborar na articulação e integração do conhecimento já construído e que lhe proporcionará visão mais abrangente sobre si mesmo, constituindo ainda uma oportunidade para manter a convivência e interação.

São elas:

  • Pesquisa e Organização de Conteúdos (POC)
  • Gestão ou Produções culturais, artísticas, técnicas ou tecnológicas e serviços
  • Desafios do Plano Pedagógico Individual (PPI)

3.2.2 Estrutura das Atividades

Plano Geral de Atividade - PGA

Todas as atividades são estruturadas por um PGA, isto é, um plano geral de trabalho, para cada uma das atividades existentes, que oferece balizas e promove a organização dos conteúdos tendo em vista a consecução dos objetivos de autoaprendizagem estabelecidos.

É elaborado e planejado pelo Diretor Pedagógico do STS, mas conta com a participação ativa do Diretor Pedagógico do NA, justamente para refletir as necessidades de aprendizagem características dos Núcleos, devendo considerar as características de flexibilidade e de adaptabilidade a situações novas e imprevistas.

O PGA é postado no Ambiente Digital, pois se trata de um documento de comunicação entre a Diretoria Pedagógica do STS e a Diretoria Pedagógica do NA e entre este e o Coordenador de Atividades, passando a ser um instrumento de trabalho e um documento de compromisso com a autoaprendizagem; nele tudo está claro e combinado entre os atores deste processo, permitindo que todos possam orientar-se com segurança para os objetivos almejados.

Os PGA são elaborados de acordo com os seguintes tópicos:

Tópicos do PGA

  • Coordenadores Pedagógicos
  • Identificação da Atividade
  • Ementa
  • Justificativa da Atividade
  • Objetivo da Atividade:
    1. Objetivo Geral
    2. Objetivo Específico
  • Módulos de Autoaprendizagem
  • Unidades de Autoaprendizagem
  • Proposta Metodológica
  • Referências Bibliográficas Básicas
  • Referências Bibliográficas Complementares
  • Periódicos
  • Multimídia
  • Outras Fontes de Pesquisa

Plano de Atividade Estruturado - PAE

Para cada Módulo de Autoaprendizagem é preparado e disponibilizado antecipadamente, no Ambiente Digital, plano de trabalho para uma determinada Unidade de Autoaprendizagem, o qual denominamos de Plano de Atividade Estruturado.

Assim, para cada Unidade de Autoaprendizagem é elaborado um conjunto de ações que permite aos CA orientarem-se antecipadamente sobre o que será desenvolvido num determinado encontro ou reunião, pois, com a boa preparação e a eficiência das ações, nesse primeiro momento, antes do encontro, certamente o segundo momento, durante o encontro, será mais aproveitado.

Cabe destacar que o PAE tem como objetivo balizar a atuação do CA e nunca de “limitar” suas ações, de modo que a apresentação do conteúdo, os textos a serem lidos, exercícios, tarefas a serem realizadas, dinâmicas, etc., não se limitam apenas ao recomendado no documento, sempre sendo permitido e esperado do CA criar e ir além do proposto, respeitando, sempre, os objetivos propostos para a Unidade de Autoaprendizagem.

Por esta razão, juízo crítico acerca da proposta metodológica e o alcance de seus resultados deve ser efetuado após a aplicação do plano de trabalho pelo CA e devidamente registrado.

Para o momento, após o encontro, os conteúdos trabalhados deverão ficar disponíveis, para o EE, no Ambiente Digital. Assim, a qualquer momento, poderá revisar o tema estudado já que terá à sua disposição não apenas os materiais das unidades de autoaprendizagem daquele período, mas também o de todos os ciclos já percorridos.

Além disso, quando uma atividade exigir o conhecimento dos conteúdos de um período anterior, o EE poderá revisá-lo, debruçando-se sobre o conteúdo e aquele que faltar a um encontro poderá ainda assim estudar o conteúdo trabalhado, tendo melhor chance de recuperar o momento perdido.

Os PAE são elaborados de acordo com os seguintes tópicos:

  • Atividade
  • Módulo de Aprendizagem
  • Unidade de Aprendizagem
  • Objetivos Específicos da Unidade de Aprendizagem
  • Proposta Metodológica para o encontro ou reunião com:
  1. Ambientação
  2. Equipamentos
  3. Recursos Audiovisuais
  4. Conteúdos
  5. Anexos
  • Descrição do resultado da proposta metodológica e outras observações.

3.2.3 Ciclos de Autoaprendizagem

A organização dos períodos de formação da instituição assume a forma de CICLO, aqui entendido como um caminho, um trajeto com sentido determinado, com composição e integração de informações e conhecimentos considerados fundamentais, isto é, um roteiro com atividades específicas que balizam o caminho do indivíduo na sua busca da autoaprendizagem.

Na elaboração desta estrutura foram adotadas também as etapas do Processo de Autoaprendizagem, que promovem a organização do percurso partindo do geral para o específico, ou, dito de outra forma, da periferia ao núcleo de si mesmo, em níveis crescentes de complexidade e em sucessivas aproximações.

Assim, a autoaprendizagem torna-se um verdadeiro circuito, uma sequência de informações que se tornarão conhecimentos; conhecimentos que se tornarão entendimentos; entendimentos que se tornarão saber1), definindo novos objetivos a serem alcançados – novas informações e conhecimentos são introduzidos em momentos subsequentes, aprimorando ou desconstituindo o que já se conhece e mantendo as interligações com as informações previamente aprendidas.

Deste modo, o EE vai gradualmente se apropriando do conhecimento de si, e sobre si, em uma maior amplitude e profundidade, rumando para a autoconsciência.

Os Ciclos foram caracterizados segundo sua natureza, sendo o de Formação Básica, que se divide em três instâncias, e o de Formação Avançada.

Formação Básica

Ciclo de Autoaprendizagem 1: Interesse-se por Você

Este ciclo comporta a movimentação inicial dos Educadores de Essencialidades no desenvolvimento de seu percurso educacional.

Consiste na participação nas seguintes Atividades:

Neste ciclo o EE elaborará seu Currículo Pessoal em que poderá descrever valores, tendências e disposições que observou manifestos em si, ou seja, a visão que tem de si mesmo.

Ciclo de Autoaprendizagem 2: Sensibilize-se por Você

Este ciclo comporta a movimentação intermediária dos Educadores de Essencialidades no desenvolvimento de seu percurso educacional.

Consiste na participação nas seguintes Atividades:

  • Atividade Institucional:
    1. Cultura da Autoaprendizagem (em substituição à FEEE - nomenclatura provisória)
    2. PIM 1
    3. PIM 2
  • Atividade de Área: do local de inscrição ou matrícula do educador
  • Atividade Dimensional: do local de inscrição ou matrícula do educador
  • Atividade Laboratorial:
    1. LA: Rotinas de Auto-observação

Neste Ciclo o EE elaborará seu Perfil Pessoal em que poderá, partindo de seu Currículo Pessoal, ampliar as descrições sobre si mesmo e delinear as estruturas e os elementos que compõem o seu Sistema de Autoimagem (SAI).

Ainda neste Ciclo o EE desenvolverá o exercício de uma Atribuição, isto é, atribuir-se-á de uma função ou tarefa compatível com a sua necessidade de autoaprendizagem e que lhe seja funcional, ou seja, uma função ou tarefa que concorra para o seu objetivo de autoconhecimento e que, por esta razão fundamental, não se confunda com ocupação profissional ou trabalho voluntário, pois é neste exercício que poderá integrar conteúdo e vivência, experimentando as informações e conhecimentos sobre a sua estruturação e funcionamento, aprendendo a exercer, no uso de sua sensibilidade, auto-observação.

Ciclo de Autoaprendizagem 3: É Tempo de Ser

Este ciclo comporta a movimentação integral dos Educadores de Essencialidades no desenvolvimento de seu percurso educacional.

Consiste na participação do educador nas seguintes Atividades:

Neste ciclo o EE, partindo de seu Perfil Pessoal, elaborará seu Plano Pedagógico Individual (PPI), que é uma ferramenta que possibilita ao EE o estabelecimento de objetivos, mudanças e decisões que queira realizar por si e a partir de si para a superação dos desafios que a ignorância de si lhe impõe, na esfera de seu comportamento e suas repercussões nos diversos âmbitos de relacionamento e convivência (pessoal, profissional, familiar, social, etc.), e que se constitui como requisito indispensável para que o EE possa adentrar a dimensão de Formação Avançada.

Neste Ciclo o EE continuará no exercício de uma Atribuição, isto é, atribuir-se-á de uma função ou tarefa compatível com a sua necessidade de autoaprendizagem e que lhe seja funcional, ou seja, uma função ou tarefa que concorra para o seu objetivo de autoconhecimento e que, por esta razão fundamental, não se confunda com ocupação profissional ou trabalho voluntário, pois é neste exercício que poderá integrar conteúdo e vivência, analisando os dados, informações e conhecimentos sobre seu comportamento e sua movimentação individual, aprendendo a exercer, no uso de sua sensibilidade, autogestão.

Formação Avançada

Autogestão - O Mundo que quero Viver

A elaboração do PPI habilita o EE a participar desta dimensão do Processo de Autoaprendizagem, exercitando a autonomia e realizando a gestão de seu percurso educacional, uma vez que a autoaprendizagem, como dissemos, se constitui em percurso, roteiro para que o EE rume à autoconsciência, sendo que, ao longo deste percurso, empreende, por si e sobre si, ações de observação, descrição e exame, sendo, por isso, sujeito ativo na construção de seu próprio método educacional.

Neste sentido, o STS continua a disponibilizar os Ambientes de Autoaprendizagem para o aprofundamento do EE em seu Processo de Autoaprendizagem e aprimoramento de seu PPI.

Assim, esta formação se fundamenta na participação nas seguintes Atividades Eletivas:

Pesquisa Científica e Organização de Conteúdos

Esta atividade é voltada para a organização de conteúdo, aqui entendida como produção técnico-científica, organizada como livros, capítulos de livros, artigos, textos, resumos e outros trabalhos, tanto no âmbito do aprofundamento ou continuidade dos eixos temáticos que fundamentam as Atividades Conclusivas (ACO) quanto outros temas de interesse do EE, sendo orientadas e balizadas por um programa denominado Programa Organização de Conteúdos (POC), que tem como premissa o diálogo e coexistência de conceitos de autoria individual, autoria coletiva, autoria colaborativa para construção do referencial teórico próprio da Educação de Essencialidades.

Gestão ou Produções culturais, artísticas, tecnológicas e serviços

Esta atividade é voltada ao empreendedorismo, isto é, às produções culturais, artísticas, inovações tecnológicas, criação de produtos e serviços ou ao exercício de uma atribuição (gestão), sendo orientada e balizada por um programa denominado Programa Empreender (PE), que tem como premissa a oferta de soluções ou suprimento de necessidades das organizações do meio social e do próprio STS, que, por meio desta atividade, cumpre sua função como instituição geradora de conhecimento e sua extensão para a sociedade.

Desafios do Plano Pedagógico Individual

Esta atividade é voltada ao acompanhamento, à aplicação e avaliação do PPI. Tal desafio impõe ao EE a continuidade de sua participação na PIM 1 e PIM 2, fator que lhe permitirá correlacionar e conectar os métodos, objetivos, decisões e mudanças previstos em seu PPI e as características das situações e circunstâncias emergentes de seus relacionamentos, ou seja, permitir-lhe-á acompanhar a efetivação dos propósitos que definiu para si no âmbito de seu comportamento e de suas relações.

3.2.4 Estrutura de Conteúdos

A estrutura de conteúdo é absolutamente inovadora, pois surgiu da observação das necessidades dos próprios EE e busca contemplar, em uma análise sistêmica e global, os seguintes aspectos: flexibilidade, integração, compatibilidade de movimentos de participação (presencial e semi-presencial) e articulação de conteúdos com o experimento.

Flexibilidade

A flexibilidade pode ser verificada por meio dos Ciclos de Autoaprendizagem que compõem a Formação Básica, bem como a Formação Avançada, sendo a movimentação dos indivíduos balizada pela estrutura dos AMA (teórico, experimental e prático), estabelecendo um percurso para a movimentação empreendida pelos indivíduos para autoconhecerem-se, respeitando e dando cumprimento às Etapas do Processo de Autoaprendizagem, podendo ser percebida ainda nas modalidades de participação presencial e semipresencial.

Integração

A integração pode ser comprovada pela estruturação e funcionamento dos AMA (teórico, experimental e prático), que são comuns a todos os EE em formação e pela conjugação do PGA e do PAE, que organizam os conteúdos das Atividades que abordam áreas de conhecimento consideradas fundamentais à formação pretendida.

Articulação dos conteúdos com o experimento

A articulação da teoria com o experimento é contemplada pelas AL na aplicação dos diversos conteúdos componentes das atividades institucionais, de área e dimensionais, e, ainda, pelo exercício das atribuições, estimulando a arte de aprender sobre si mesmo, identificando lacunas e fatores inibidores, bem como os potenciais desconhecidos.

3.2.5 – Metodologia

O STS, para o objetivo a que se propõe, criou um modelo pedagógico próprio, organizou um conjunto de atividades interligadas em que os conteúdos estão conjugados e articulados num esforço de romper o caminho linear do “ensinar-aprender”, o que implica interações com caminhos diversos, percepção das diferenças na busca constante de todos os envolvidos na ação de conhecer-se, desafiando crenças e conceitos já constituídos, para que se reconstruam de forma mais ampliada.

Neste contexto, as atividades são planejadas no sentido de buscar formas de provocar instabilidade intelectual, sentimental e emocional ou, dito de outro modo, formas criativas e estimuladoras de desafiar as estruturas conceituais dos educadores em formação e de inquietá-los.

Para tanto, busca estratégias utilizando recursos como: elaboração de projetos, atividades práticas, estudos de caso, problematização, oficinas (workshops), palestras, dinâmicas, trabalhos em grupo, seminários, filmes, esquetes, entre outros.

As atividades são desenvolvidas de forma interativa, sempre com exposição dialogada e com utilização diversificada de recursos audiovisuais, objetivando a construção de espaços potenciais de autoaprendizagem.

O procedimento didático estabelecido para desenvolvimento e execução das atividades é composto da seguinte sequência:

  • Introdução: exposição em linhas gerais, pelo CA, quanto à Unidade de Aprendizagem, aos assuntos ou temáticas que serão abordados e seus objetivos;
  • Desenvolvimento: diálogo sobre assunto ou temática pelos EE, bem como apresentação ou realização de tarefas, pesquisas ou outras ações desempenhadas pelo grupo no sentido de vincular o conteúdo às suas vivências próximas ou remotas;
  • Síntese Conclusiva Temporária (SCT): conclusão do grupo de EE sobre os assuntos ou temáticas abordados pela respectiva Unidade de Aprendizagem, ainda que temporária, objetivando provocar e dar continuidade às reflexões e discussões, sempre.

3.2.6 Compatibilidade de movimentos para participação

O STS reconhece a convivência como lei natural e, portanto, como um dos pilares da educação de essencialidades. Neste sentido, a série de atividades continuadas e reguladas por este PPP traz, como baliza e diretriz fundamental, a participação presencial dos educadores de essencialidades nos Núcleos para, em conjunto, dinamizarem os conteúdos.

O confronto de ideias, através do diálogo e da troca de argumentos, é um dos instrumentos indispensáveis à educação de essencialidades, pois estimula a tomar ciência das semelhanças, das diferenças, das convergências e divergências, enfim, das diversidades e, principalmente, da interdependência dos indivíduos, contribuindo para a construção de projetos comuns.

Contudo, com o reconhecimento da abrangência do STS e dos limites impostos ao traslado entre as várias cidades e Estados; com o reconhecimento da movimentação característica dos Núcleos e, além disso, com o reconhecimento dos limites impostos pelas necessidades individuais dos EE, fica demonstrado que o uso da tecnologia da informação e comunicação pode permitir a expansão do conceito “participação presencial”.

Por esta razão, duas das Atividades da organização didático-pedagógica comportam a participação semi-presencial, sendo a atividade transmitida em tempo real ou por gravação, pelo canal de visualização oficial do STS, observando-se os requisitos e protocolos técnicos estabelecidos.

Definido que o objetivo é a autoaprendizagem, os movimentos nessa direção guardam intensa relação com a firme disposição do indivíduo rumo a sua concretização e, assim, a instituição concebe que tais movimentos não poderão dar-se de maneira aleatória, dispersa e descontinuada.

Neste sentido, os Núcleos devem organizar tempo e espaço para que a participação se realize com ritmo e constância, considerando as Atividades que compõem a Formação Básica e a Formação Avançada e que se estabelece da seguinte forma:


Ambiente

Natureza

Atividade

Modalidades de Participação
Ciclo 1 Presencial Semi-Presencial AVA
Teórico Institucional IF Sim Não Sim
Teórico Institucional Cultura Não Sim Não
Teórico Área Área Sim Sim Não
Teórico Dimensional Dimensional Sim Não Sim
Ciclo 2
Teórico Institucional Cultura Não Sim Não
Teórico Área Área Sim Sim Não
Teórico Dimensional Dimensional Sim Não Sim
Laboratorial Laboratorial LA Sim Não Sim
Prático Prática PIM 1 Sim Não Não
Prático Prática PIM 2 Sim Não Sim
Ciclo 3
Teórico Institucional Cultura Não Sim Não
Teórico Área Área Sim Sim Não
Teórico Dimensional Dimensional Sim Não Sim
Laboratorial Laboratorial LA Sim Não Sim
Laboratorial Laboratorial CEE Sim Não Não
Laboratorial Conclusiva PCH, SAI, PI Sim Não Sim
Prático Prática PIM 1 Sim Não Não
Prático Prática PIM 2 Sim Não Sim
Autogestão
Teórico Eletiva POC Sim Não Sim
Laboratorial Eletiva PE Sim Não Sim
Prático Eletiva PPI Sim Não Não

Na elaboração do calendário, ou agenda das Atividades, os Núcleos deverão observar o seguinte:

1) PIM 1: tem duração total de 04 horas mensais, que devem ser divididas em 02 horas a cada quinzena;

2) CEE: tem duração total mínima de 10 horas anuais e será realizado uma vez ao ano;

3) Centro de Pesquisa: o CP aplica suas pesquisas no Núcleo podendo ter duração de até 02 horas.

3.2.7 Mensuração de Investimentos

Todo movimento do EE é considerado, pelo STS, como investimento para desenvolvimento da Educação de Essencialidades. Nasce daí a necessidade de um sistema de gestão que se constrói e se elabora para a compreensão de uma economia de natureza universal, fundamentada na utilização e fluxo dinâmico de recursos e na mensuração dos movimentos empreendidos, pelos indivíduos, denominado Sistema de Autogestão do Educador de Essencialidades - Sages.

Sendo o objetivo - de autoaprendizagem, trata-se de uma ferramenta através da qual os próprios educadores podem observar seu percurso, monitorar os movimentos que realizam na aproximação ou distanciamento do objetivo a que se propõem, como uma bússola que orienta a trajetória da viagem que realizam em direção a si mesmos, servindo por consequência, para avaliação objetiva e clara sobre a consistência do processo de autoaprendizagem nos vários ambientes constituídos.

Atualmente os movimentos são monitorados através dos seguintes investimentos:

Investimento em Recursos Financeiros (IRF)

A mensuração do IRF gera índice que indica os movimentos dos EE na geração de recursos financeiros, no âmbito e para a própria instituição, e/ou os valores, em dinheiro, integralizados pelos EE e destinados à sua adesão aos Ciclos de Autoaprendizagem.

Investimento em Participação em Atividades (IPA)

Para o processo de autoaprendizagem reputa-se necessário o investimento total do indivíduo no desenvolvimento de seu método educacional, que consiste na sua participação, de maneira integrada, em todos os Ambientes de Autoaprendizagem constituídos, acessando todos os recursos necessários à sua formação, sem o que gera déficit em relação ao desenvolvimento de seu objetivo.

Atualmente, a mensuração do IPA gera índice que indica a frequência do EE nas atividades (presencial, semipresencial e AVA), e, por conta disto, necessita de monitoramento sério, contínuo e organizado, pois será apenas um dos dados que comporão o investimento.

No entanto, o objetivo é que o EE se capacite a ter participação efetiva e consciente, assumindo o direito e o dever de participar e responsabilizar-se pela construção de seu próprio método educacional, ou seja, que seja capaz de observar, identificar, conhecer e catalogar suas necessidades nos aspectos fisiológico, psicológico e psíquico, e organizar o método para o seu suprimento.

Investimento em Desenvolvimento de Atribuição (IDA)

Em sua generalidade, todo modelo pedagógico define o campo de trabalho e de ocupação profissional dos indivíduos que almeja formar.

Contudo, no STS, o objetivo é que o EE se capacite a identificar sua habilidade, suas aptidões e competências e decidir sobre o que quer vir a ser e o que quer constituir em si e por si, comprometendo-se consigo mesmo e com a coletividade, atribuindo-se, a partir do Ciclo de Autoaprendizagem 2, uma função ou tarefa, exercício que poderá continuar executando após a sua Formação Básica.

Atualmente, a mensuração do IDA gera índice composto pela mensuração do cumprimento de prazos e número de ações previstos para o desenvolvimento de uma função ou de execução de um projeto, e, por conta disso, necessita de monitoramento sério, contínuo e organizado, pois será apenas um dos dados que comporão o investimento.


QUADRO DE ATRIBUIÇÕES
STSCICLOCENTRO DE PESQUISACICLOEQUIPES TÉCNICASCICLONÚCLEOSCICLO
Diretor Geral3Coordenador Geral3Coordenador3Diretor Geral3
Diretor Pedagógico3Coordenador de Departamento3Membro de Equipe2Diretor Pedagógico3
Diretor de Comunicação3Membro de Departamento2 Diretor de Comunicação3
Diretor Executivo3- - Diretor Executivo3
Diretor de Tecnologia da Informação3- - Coordenador de Atividade3
Diretor de Marketing3- - Assessoria e Suporte2
Coordenador de Atividade3