Plano Político Pedagógico - CAPÍTULO 5

A instituição entende que conhecer a si é uma disposição íntima. Por isso caracteriza como EE todos aqueles indivíduos que admitem que sentem, em seu íntimo, as inquietações mediante a ausência de respostas que justifiquem a sua sobrevivência, que não se adaptam aos padrões de uma sociedade, que não conseguem explicar as movimentações internas pelas quais são acometidos, que se sentem ignorantes de si e querem, conscientemente, autoconhecer-se, comprometendo-se e assumindo, em si mesmos, a elaboração e o desenvolvimento de um projeto pedagógico individual.

Assim é que podemos afirmar que o indivíduo, ser essencial, considerado em toda a sua integralidade, é o princípio, o fundamento e a justificativa do STS, que deve servir-lhe como plataforma básica para a estruturação de métodos que atendam às suas necessidades de autoaprendizagem. Deste modo, o atendimento ao EE é fundamental para a instituição, visto que o processo de autoaprendizagem só realiza seus mais elevados objetivos quando contempla as necessidades dos educandos.

Neste sentido, a instituição ordenou algumas formas integradas de apoio aos EE.

5.1 Apoio Extra-Atividade - Presencial

A instituição define a sua política de apoio extra-atividade presencial ao EE junto aos Coordenadores de Atividades e à Diretoria Pedagógica, devendo os mesmos posicionar-se de modo a colaborar com o EE no sentido de esclarecer suas dúvidas; orientá-lo em relação aos ambientes de autoaprendizagem, às atividades e à sequência de seus movimentos e outros assuntos decorrentes do processo de autoaprendizagem, de modo que ele tenha o máximo de aproveitamento.

Para isso é necessária a estruturação do Ambiente Integrado de Coordenadores de Atividades, que é um ambiente físico que serve de ponto de atendimento aos educadores que necessitam de contato com o CA, e que ainda tem por objetivo promover a integração e a convivência entre todos os CA para executar os seguintes processos no Núcleo de Aprendizagem: operacionalizar a atividade a ser realizada, como a organização de salas que serão utilizadas, convocação do responsável para garantir a transmissão oficial requisitada; organizar listas de presença e monitorar processos de faltas e justificativas de faltas; cadastro do quadro de horários das atividades e dos coordenadores; elaboração do plano de atividades; coordenar o evento de ajuste de calendário; gerir o arquivo físico de listas de presença e outros documentos dos educadores (dinâmicas, relatos, exercícios, etc).

5.2 Ambiente Digital

O Ambiente Digital é um item que, além de complementar os Ambientes de Autoaprendizagem, permite a interligação e o livre trânsito do EE por estes últimos, por ser a ponte que une os diversos Ambientes, bem como as Atividades previstas, tendo função catalisadora do Processo de Autoaprendizagem,

Nele, os educadores estão separados fisicamente, porém interligados por meio das tecnologias da informação e comunicação e dos materiais didáticos utilizados, ampliando as possibilidades de interação, contribuindo ainda para a autonomia do EE no seu comprometimento com o estudo, tornando-se responsável pela organização e planejamento de seu tempo e espaço e, por tais especificidades, constituindo importante elemento de flexibilização no que diz respeito às condições individuais, ao ritmo de aprendizagem, ao local e ao tempo de dedicação aos estudos.

Define-se um “ambiente digital” como:

“sistemas computacionais disponíveis na internet, destinados ao suporte de atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação. Permitem integrar múltiplas mídias, linguagens e recursos, apresentar informações de maneira organizada, desenvolver interações entre pessoas e objetos de conhecimento, elaborar e socializar produções tendo em vista atingir determinados objetivos.” (Almeida, Maria Elizabeth Bianconcini de. (2003). Educação a distância na internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. Educação e Pesquisa, 29(2), 327-340. https://dx.doi.org/10.1590/S1517-97022003000200010)

O Ambiente Digital do STS é dinâmico e está em constante evolução, como é característica de sistemas baseados em tecnologia. Portanto, nunca o consideraremos “pronto em definitivo”, mas um conjunto atualizado de ferramentas que são oferecidas de acordo com as limitações tecnológicas do momento.

As ferramentas deverão proporcionar à comunidade do STS:

  • Arquivos dos conteúdos trabalhados nas Atividades, conteúdos complementares às Atividades, que poderão abranger múltiplas mídias (textos, imagens, áudio, vídeo e outros) e são compartilhados entre os Educadores de Essencialidades, compondo uma “biblioteca virtual”;
  • Arquivos das Sínteses Conclusivas Temporárias (SCT) individuais produzidas pelo Educador de Essencialidades ao longo das etapas que compõem o processo de autoaprendizagem. Estes conteúdos podem, a critério do seu autor, ser organizados em três categorias:
    1. Conteúdos de acesso restrito e exclusivo pelo autor;
    2. Conteúdos de acesso restrito aos demais Educadores de Essencialidades;
    3. Conteúdos públicos
  • Fóruns para debates de casos, temas e assuntos diversos, com ou sem a presença de mediadores;
  • Troca de informações, comunicados e orientações, através de mensagens (instantâneas ou não), editais, avisos e murais entre toda a Comunidade STS;
  • Captura dos movimentos do EE e posterior transformação dos mesmos em índices, para que ele possa avaliar a quantidade e a qualidade do movimento que tem feito para construir aquilo que idealiza para si mesmo, ou seja, ferramentas para a autogestão;
  • Acesso a conteúdo de maneira sistematizada e sequencial, na forma de “rotas de autoaprendizagem”, integrando múltiplas mídias, linguagens e recursos, com a finalidade de desenvolver interações entre objetos de conhecimento, auxiliando no desenvolvimento do PAE;
  • “Convivência digital” entre os EE, ou seja, trato íntimo e mútuo, no maior grau permitido pela tecnologia disponível no momento, através de redes que interconectam indivíduos por afinidades, simulando e/ou reproduzindo a convivência no Núcleo;
  • Expansão das ideias e ideais do STS, através da difusão dos seus conteúdos públicos, bem como pela comercialização de produtos e serviços pela internet, em ambiente seguro, ágil e automatizado.

5.3 Áreas Institucionais de Atendimento do EE

5.3.1 Setor de Atendimento ao EE (SAEE)

O SAEE será uma estrutura de boas-vindas aos indivíduos no Núcleo. Único ponto de atendimento ao EE nas questões administrativas, sendo sua atribuição: realizar pronto atendimento às demandas presenciais dos educadores e realizar os encaminhamentos necessários; facilitar a comunicação com os educadores, provendo informações, documentos; orientar sobre as questões/negociações financeiras; atender as solicitações e entrega de documentos; coordenar e realizar o processo de inscrição e outras ações de caráter administrativo.

5.3.2 Sistema de Autogestão do Educador de Essencialidades - SAGES

O Sages coordena e estrutura a operacionalização dos registros da movimentação dos educadores. A gestão desta movimentação é realizada de maneira centralizada, com a entrada pelas estruturas do SAGES da instituição que possui estruturas internas que realizam serviços específicos dentro da movimentação dos educadores nos respectivos ciclos de autoaprendizagem.

Para mais informações sobre o Sages, clique aqui